Uma breve introdução sobre o esporte paralímpico

Todos sabemos que os jogos paralímpicos acontecem após os Jogos Olímpicos e acabam impressionando o público pelo alto nível competitivo e pelas conquistas incríveis alcançadas pelos atletas. Entretanto, dificilmente temos contato com mais informações sobre esse universo que parece tão distante. Poderíamos falar muito sobre o tema, mas hoje vamos nos ater à alguns fatos básicos e conhecimentos gerais.

O berço do esporte paralímpico foi a Inglaterra, em uma cidade chamada Aylesbury. Durante a segunda guerra ocorreu o aumento do número de pessoas com deficiência decorrentes do combate. No hospital de Stoke Mandeville, o médico neurologista alemão Sir Ludwig Guttmann implementou a prática de atividade física como parte do tratamento e como estratégia de integração social entre seus pacientes. Em 1948, Guttmann idealizou os primeiros Jogos de Stoke Mandeville, que a cada edição atraía mais pessoas, de lugares cada vez mais distantes.. Em 1960 aconteceu a primeira edição dos Jogos Paralímpicos de Verão após os Jogos Olímpicos de Verão em Roma.

Coincidentemente, em 1945, veteranos de guerra nos EUA iniciaram a prática de basquete em cadeira de rodas. Ainda, entre 1946 e 1948, o governo americano lança uma iniciativa de reabilitação através do esporte liderada por Benjamin Lipton e Timothy Nugent.

Em 1959, aconteceu o primeiro jogo de basquete em cadeira de rodas no Brasil, no Maracanãzinho, como iniciativa dos precursores do esporte para pessoas com deficiência no país (Robson Sampaio de Almeida e Sérgio Seraphim Del Grande).

Hoje, existem 22 modalidades de verão e 6 de inverno que abrangem asdeficiências físicas, visuais e intelectuais. Como existem muitos tipos e graus de deficiências, para que a competição seja justa, todos os atletas passam por um processo de classificação funcional. Esse processo tem o objetivo de nivelar as capacidades de cada atleta e colocá-lo em uma classe dentro da qual ele irá competir. A classificação é um processo muito complexo e cada modalidade tem o seu sistema de análise com base nas capacidades que são necessárias em cada nível.

Para ser elegível para o esporte paralímpico, a pessoa deve ter pelo menos uma das seguintes deficiências:

  • Ausência ou deficiência de membros (por exemplo: amputações)
  • Perda de potência muscular (por exemplo: lesão medular, sequela de poliomielite)
  • Perda de coordenação motora (por exemplo: paralisia cerebral, AVC)
  • Deficiência visual (por exemplo: em decorrência de glaucoma)
  • Deficiência intelectual

As modalidades esportivas forma adaptadas para serem praticadas por pessoas com deficiência, e não o atleta que deve se adequar/adaptar à modalidade. Com exceção do Goalball, que foi uma modalidade criada para pessoas com deficiência visual. Alguns esportes permitem ou necessitam o uso de algum dispositivo de auxílio, como próteses, guias, bancos, etc.

O esporte e as atividades físicas em geral têm uma importância ainda maior para as pessoas com deficiência, podendo configurar parte do processo de reabilitação e de inserção social. No entanto, o treinamento tem a mesma seriedade e importância do treinamento dos atletas sem deficiência. Eles precisam de uma rotina de treinos bem estruturada, disciplina, dieta, descanso e tudo que faz parte do treinamento para melhora da performance.

Para conhecer mais sobre as modalidades, regras, atletas e curiosidades, aqui vão algumas sugestões:

https://www.youtube.com/c/cpboficial/featured

https://www.youtube.com/user/ParalympicSportTV

https://www.cpb.org.br/

https://www.paralympic.org/

Se tiver alguma dúvida, entre em contato com a equipe FIBRA BH através das nossas redes sociais.

 Por Paula Faria

REFERÊNCIAS:

Athlete First: A History of the Paralympic Movement. John Wiley & Sons, 28 de fev. de 2008

https://www.paralympic.org/

https://www.cpb.org.br/

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